A pergunta principal é: estamos tratando a coisa certa?
Uma condição que não é bacteriana pode não melhorar com antibióticos. Uma infecção pode estar em um local onde o tratamento precisa de outra abordagem. Pode existir resistência. Pode haver um fator predisponente mantendo o problema.
Por isso, rever o diagnóstico costuma ser mais útil do que apenas ampliar o espectro do antibiótico.
Culturas e exames anteriores são muito importantes
Eu peço que o paciente traga resultados antigos sempre que possível. Eles mostram quais microrganismos foram encontrados, se houve resistência e como esse padrão mudou com o tempo.
Uma fotografia longitudinal do problema costuma esclarecer muito mais do que olhar apenas o episódio atual.
Antibiótico não é inofensivo
Além de efeitos adversos, o uso repetido seleciona bactérias resistentes e pode alterar a microbiota. Isso não significa que devemos ter medo de antibióticos. Significa que devemos usá-los quando realmente ajudam.
Às vezes precisamos trabalhar em conjunto
Dependendo do foco, posso precisar integrar o cuidado com urologia, ginecologia, cirurgia, dermatologia ou outra especialidade.
Em infectologia, muitas vezes o melhor resultado vem de entender o contexto da infecção, e não apenas de escolher um medicamento.
Ficou com dúvida sobre o seu caso?
Na consulta eu consigo olhar a sua história, os exames, o tempo desde a exposição e o que realmente faz sentido fazer a partir daqui.
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Referências e diretrizes
- Ministério da Saúde. Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas em HIV, PrEP, PEP e IST.
- American Urological Association. Recurrent Uncomplicated Urinary Tract Infections in Women, 2025.
Conteúdo informativo. As recomendações dependem da situação clínica, do tipo de exposição, do momento da avaliação e das diretrizes vigentes. Este texto não substitui consulta médica.