Não existe um exame único para todas as ISTs

Algumas infecções são investigadas por exames de sangue. Outras podem exigir urina ou coleta de material de locais específicos. Em algumas situações, o diagnóstico depende mais do exame clínico e de uma coleta feita diretamente de uma lesão.

Por isso, aqueles “painéis” muito amplos nem sempre respondem às perguntas importantes de uma determinada exposição.

O que eu pergunto antes de solicitar exames

Eu procuro entender quando foi a última testagem, se houve uma exposição recente, se existem sintomas, vacinação, uso de PrEP, histórico de IST e quais práticas fazem parte da vida sexual da pessoa.

Não faço essas perguntas por curiosidade. Elas mudam quais exames são úteis e de onde devem ser coletadas as amostras.

O momento da coleta também importa

Alguns testes podem ser pouco informativos quando feitos cedo demais. Outros podem precisar ser repetidos conforme a exposição e a técnica utilizada.

Um plano de investigação bem feito evita dois extremos: testar pouco e perder diagnósticos, ou testar demais e criar resultados difíceis de interpretar.

Um check-up pode ser uma oportunidade de prevenção

Além dos exames, costumo revisar vacinação contra hepatite B e HPV quando pertinente, discutir PrEP para HIV, preservativos e outras medidas de prevenção combinada.

Para mim, a consulta de saúde sexual não é somente uma busca por infecções. É uma oportunidade de organizar prevenção daqui para frente.

Ficou com dúvida sobre o seu caso?

Na consulta eu consigo olhar a sua história, os exames, o tempo desde a exposição e o que realmente faz sentido fazer a partir daqui.

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Referências e diretrizes

  1. Ministério da Saúde. Infecções Sexualmente Transmissíveis.
  2. Ministério da Saúde. Prevenção combinada.
  3. CDC. STI Testing.

Conteúdo informativo. As recomendações dependem da situação clínica, do tipo de exposição, do momento da avaliação e das diretrizes vigentes. Este texto não substitui consulta médica.